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Historic Endurance encantou no Jerez Classic


O Iberian Historic Endurance regressou ao exigente e apelativo Circuito de Jerez-Ángel Nieto, em Jerez de la Frontera, para a primeira corrida da temporada de 2024 em solo espanhol, proporcionando duas corridas de elevado interesse e espectacularidade na primeira edição do Jerez Classic.


Ao desafio do histórico circuito andaluz, com um passado que conta com sete Grandes Prémios de Fórmula 1, corridas do Campeonato do Mundo de Sport-Protótipos e que actualmente acolhe o Grande Prémio de Espanha de motociclismo, responderam mais de 40 equipas de 7 países, naquele que foi mais um recorde batido pelo Historic Endurance.


Apesar de muito calor que se fez sentir, com mais de 30 graus de temperatura ambiente, o evento contou com mais de 5.000 espectadores ao longo dos três dias, incluído 250 pilotos que participaram nas várias outras corridas do programa.



Qualificação


A discussão pela pole-position foi bem disputada, com os pilotos espanhóis a fazerem uso do seu conhecimento do traçado para se colocarem nas primeiras posições. Eduardo D’Avila conquistou a pole-position nos H-1976, Jordi Puig e David Nogareda obtiveram a pole-position nos GTP, ao volante de um Ford GT40, e a dupla José Antonio e Pablo Rueda, a estrearem um revisto Ford Capri 2600RS, fizeram o melhor tempo nos H-1971. A supremacia espanhola só não se fez sentir nos H-1965, onde a pole-position foi alcançada pelo jovem suíço Max Huber, num imponente AC Cobra, e na Gentleman Driver Spirit (GDS), em que foi o francês Michel Mora, no seu fiel Porsche 911 SWB, a fazer o melhor tempo.




Corrida 1


Ao final da tarde de Sábado foi disputada a primeira corrida do evento. Paulo Lima surpreendeu na largada subindo duas posições, colocando o seu Ford GT40, este ano com uma nova decoração, na liderança. Atrás de si, desenvolveu-se uma animada luta entre o pole-position Jordi Puig, Pedro Bastos Rezende e Bruno Santos, estes dois últimos nos seus Porsche 911 3.0 RS. Puig acabou por se desentender com Bastos Rezende, o que faria o GT40 perder terreno, enquanto o público passava agora a assistir a uma excelente luta limpa entre os dois carros germânicos preparados pela Garagem Aurora.


A corrida viria a ter vários desenvolvimentos, com várias lutas ao longo do extenso pelotão a entreterem todos aqueles que gostam de assistir a corridas de clássicos e não só.


Na categoria GDS, Nuno Nunes e José Carvalhosa venceram no seu impecável Porsche 911 SWB, mostrado que as corridas de resistência só se ganham no final das mesmas, apesar da categoria ter sido também liderada primeiro por Michel Mora, em carro idêntico, e depois pelo Datsun 1200 de João Neves e Carlos Tavares. O carro da Garagem João Gomes foi secundado por Vincent Tourneur, também ele aos comandos de um Porsche 911, e pelo histórico Alfa Giulia Super Ti de Rui Bevilacqua, Antonio Magalhães e Nuno Veiga que terminou na terceira posição.


Na H-1965, o jovem Max Huber fez uma excelente exibição e com o seu AC Cobra ganhou vinte segundos de vantagem para Laurent Jaspers que se estreou no Historic Endurance com o seu Jaguar E-Type. O eficaz Lotus Elan de Carlos Alberto Oliveira completou o pódio.


Na H-1971, a “estrela” acabou por ser Francisco Pinto Abreu. Apesar de não conhecer o carro americano, o piloto do Chevrolet Corvette fez uma corrida de trás para a frente, desde o 22º lugar da grelha de partida até à 11ª posição, e viu a bandeira de xadrez no primeiro lugar entre os H-1971. Isto, apesar da excelente réplica dada pelo Alfa GTAm da dupla Rafael Cerveira Pinto/Carlos Dias Pedro e do forte andamento imposto pelo Porsche 911 S/T de Piero dal Maso e José Carvalhosa.



Como era de antever pelo início da corrida, a decisão do vencedor da categoria H-1976 durou até à bandeira de xadrez, com mais de sete ultrapassagens após as trocas de piloto. No final, foi Bruno Santos o primeiro a ver a bandeira de xadrez, com Bastos Rezende a terminar a apenas um segundo atrás. No entanto, como os dois primeiros classificados, que entraram e saíram ao mesmo tempo das boxes, não cumpriram o tempo de paragem obrigatório, receberam uma penalidade de 40 segundos, aplicada no final da corrida. Os dois carros ficaram mesmo assim com os dois primeiros lugares do pódio, aos quais se juntou Claudio Vieira, também ele ao volante de um Porsche de motor 3-litros numa classe que contou com dez destes exemplares inscritos.


Já Paulo Lima, após algumas peripécias e as penalizações dos dois Porsche, acabou por terminar como primeiro classificado e celebrou o triunfo também na classe GTP, sendo secundado na categoriapor Rui e João Macedo e Silva, num Ford GT40 Roadster, e por Puig.




Corrida 2


Com a corrida de Domingo a ser realizada no pico máximo de calor, os pilotos tiveram novamente um grande desafio pela frente, onde as mecânicas das suas máquinas foram postas à prova.


Paulo Lima, como vencedor da primeira corrida, arrancou da pole-position e impôs um forte andamento, ganhando uma ligeira vantagem, apesar de ter sempre Bruno Santos no seu encalce. O grupo perseguidor era constituído também por Pedro Bastos Rezende, Miguel Lobo, em Shelby Daytona, Claudio Viera e ainda o GT40 da família Macedo e Silva. Foi este último modelo da marca de Detroit - curiosamente apenas existem duas unidades deste Roadster no mundo - que fez uma forte recuperação ultrapassando todos os carros do grupo perseguidor, fazendo a melhor volta da corrida quando se aproximava dos dois primeiros. No entanto, um problema mecânico viria ditar a sua desistência.



Na frente da corrida, Paulo Lima começou a baixar o ritmo e Bruno Santos ultrapassou-o antes da troca de pilotos. Paulo Lima ainda tentou ainda recuperar o tempo perdido no período de paragem obrigatórias nas boxes, mas a manobra correu menos bem e desta vez foi o piloto do GT40 que não cumpriu o tempo estipulado para esta paragem.


Após o final da janela de troca de pilotos, a corrida contou um período de Safety-Car para retirar um carro da gravilha, o que veio juntar novamente o pelotão, criando ainda mais emoção no segundo pelotão de carros que perseguia os líderes.


No final, Bruno Santos foi o primeiro a ver a bandeira de xadrez, triunfando também na classe H-1976, ao passo que Pedro Bastos Rezende, conseguiu o segundo lugar, com uma margem de dois segundos de vantagem para Claudio Vieira que fechou o pódio. O Shelby Daytona “convidado” de Miguel Lobo foi o quarto classificado, apenas a um escasso segundo de uma posição do pódio.


Na categoria H-1965 foi o belga Laurent Jasper a vencer no elegante Jaguar, aproveitando o facto de Max Huber não ter cumprido o ‘handicap’ e, por isso, sido penalizado e despromovido a segundo. O terceiro lugar da categoria foi também uma novidade, com o irmão mais novo de Max, neste caso Guillaume Huber, ao volante de um imponente Ford Mustang.


Na categoria GDS, Luís Sousa Ribeiro, no seu impecável Cortina Lotus, veio do final da grelha para vencer a segunda corrida, com Nuno Nunes a concluir no segundo lugar. Vincent Tourneur conseguiu um novo pódio no 911 SWB que o próprio transporta de prova para prova.


Na categoria H-1971, também existiu novo vencedor, com a dupla Dal Maso/Carvalhosa a subir de terceiro até primeiro durante a corrida, mantendo o Alfa Romeo do duo Cerveira Pinto/Dias Pedro na segunda posição. O Porsche 914/6, da dupla madrilena composta por Manuel de la Torre e Guillermo Velasco, encerrou o fim de semana com um meritório terceiro lugar.



Index of Performance


Na segunda prova da temporada, a classificação mais importante do Historic Endurance, o Index de Performance, que valoriza o resultado em função de um “index” que tem em consideração a idade e a cilindrada do carro, foi vencida por Bevilacqua, Magalhães e Veiga. O trio da Alfa Romeo levou para casa um relógio da reputada marca suíça Cuervo Y Sobrinos e na cerimónia do pódio foram acompanhados por P-A Forsvall, que alinhou no seu Lotus Elan, e por Alberto Velez-Grilo, que no seu BMW 1800 TI, o segundo e terceiro classificado respectivamente.


Depois da visita à Andaluzia, a mais charmosa competição ibérica de automobilismo só terá mais uma prova até ao verão, regressando já no fim de semana de 15 e 16 de Junho, para o muito aguardado Jarama Classic. Disputado na histórica pista madrilena, o maior evento de clássicos em Espanha é sempre um sucesso em termos de público e participantes, e as inscrições para a prova do Historic Endurance já se encontram esgotadas.










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