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Historic Endurance rende-se ao fascínio de Jerez

4h
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Após uma jornada memorável no programa do Algarve Classic Festival, onde reuniu a maior grelha da sua história de 14 anos, a caravana do Iberian Historic Endurance ruma este fim de semana a Espanha, num regresso em força a um dos circuitos mais apreciados pelos pilotos da especialidade: o Circuito de Jerez–Ángel Nieto.



A excelente meteorologia que caracteriza a região, um traçado com todas as condições para receber o pelotão de carros de Turismos, GT e protótipos até 1976 e o fantástico ambiente da cidade fazem de Jerez de la Frontera um dos destinos de eleição dos gentlemen drivers de toda a Europa.



Vários dos protagonistas do fim de semana passado regressam para as duas corridas do programa do Jerez Iberian Racing Festival, a que se junta uma série de outros pilotos entusiasmados com um dos circuitos históricos da Península Ibérica. Ao todo, 43 equipas, com mais de sessenta pilotos, aceitaram o desafio da Andaluzia.





Vencedores de ambas as corridas da H-1965 em Portimão, Brice Pineau e Olivier Muytjens concedem um merecido descanso ao seu Shelby Cobra Daytona para repartirem a condução, não de um, mas de dois bólides: o Porsche 911 3.0 RS (H-1976) e o Ford GT40 (GTP&SC).



Paulo Lima, segundo classificado na GTP&SC em Portimão e vencedor nesta pista em 2024, regressa ao volante do seu Ford GT40, contando com Jordi Puig a seu lado. Robin Ellis, vencedor do Index de Performance, de Lotus Elite, e da categoria H-1976 no Algarve, de Porsche, volta numa formação de dois 911 2.8 RSR, com Paul Daniels aos comandos do outro carro da JWA Racing. Laurens Jaspers, cujo Jaguar E-Type lutou pela vitória na H-1965, e Miguel Domingues, vencedor entre os H-1971, são também presenças garantidas.



Mas há muitas novidades na grelha de partida: a família Huber traz os seus três "monstros americanos". Max Huber troca o AC Cobra com que venceu as duas corridas em Jarama por um igualmente impressionante Chevrolet Corvette 427. O irmão Guillaume regressa ao volante do Ford Mustang e o pai, Ralf, conduz o Chevrolet Corvette C3 da família.



Pedro Bastos Rezende volta com o De Tomaso Pantera, um carro que, quando colabora, se mostra extremamente competitivo, para além de ser sempre um dos favoritos do público. Regressa igualmente o Merlyn Mk4, segundo classificado no Algarve, nas mãos de Carlos Barbot e Filipe Campos.



Interessante será igualmente seguir a progressão do Ginetta G4R de Chas Mallard e Nigel Winchester e da equipa norte-irlandesa Gary Dunlop Motorsport, com o Crossle 7S, que, após a sua estreia em Portimão, irá tentar melhorar os seus resultados na estreia em Jerez de la Frontera.



Os espectadores poderão quase seguramente ver pela primeira vez dois Isos: o elegantíssimo Iso Grifo A3/C de Richardo Rubbio Boel e Pieter Boel e o mais pequeno, mas igualmente raro, Iso Rivolta IR 300, já visto no Estoril Classics nas mãos de Rob Bergmans.



A jogar em casa, a representação espanhola é tão numerosa como qualificada e traz também várias novidades. Pablo e José Rueda, que nos habituaram ao seu Ford Capri, apresentam-se desta vez na grelha de partida com um Porsche 911 3.0 RS. Antonio Escalante regressa com o seu Mini Cooper e o trio formado por Javier Basagoiti, Manuel Capelo e Alfonso Masoliver alinha num Porsche 911 2.5 ST. Figura conhecida no paddock do Historic Endurance, Guillermo Velasco junta-se a Francisco Moreno no Ford Capri 2000 deste último.



Igualmente de volta, as duplas formadas por Gerardo García e Juan Antonio Zorrilla, e por Rafael Sánchez Alcalá e Eduardo Sánchez, ambas em Porsche 911 3.0 RS, merecem ser levadas muito em conta.



Ainda no campo das estreias, destaque para o lituano Aurelijus Rusteika, em Porsche 911 2.8 RSR, e para François Guérin e Alexandre Almeida, que partilham pela primeira vez um BMW 1600 Ti.





Entre o contingente português, é de saudar o regresso de Luís Sousa Ribeiro, cujo Ford Cortina Lotus é candidato habitual às vitórias na GDS. A RP Motorsport inscreve também a dupla de pai e filho Luís e Valdemar Nóvoa, equipa que se estreou no Algarve Classic Festival, mostrando que a Alfa Romeo Berlina 2000 pode ser muito competitiva na sua categoria.



O Index de Performance voltará a atribuir um exclusivo relógio Cuervo y Sobrinos ao vencedor. Numa classificação decidida por uma equação matemática em que a cilindrada e a idade dos carros são preponderantes, o Porsche 356 Speedster de Vincent Tourneur, os vários Lotus Elan e ainda o Mini Cooper S de Ellie Birchenbough e Nick Topliss assumem claro favoritismo. No entanto, convém relembrar que, nesta mesma pista, quem conquistou esta classificação em 2020 foi o presente Nuno Nunes, no seu habitual Porsche 911 SWB.



Com qualificação única no sábado, o Historic Endurance disputará as suas duas corridas de 50 minutos no domingo, o que confere maior intensidade ao dia. Ambas poderão ser acompanhadas em direto no YouTube da Race Ready.





 
 
 

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